Capitão Solidão Podcast

Conversas no Farol - Ricardo Barriga

David Arroz Season 1 Episode 3

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Ricardo Barriga dispensa qualquer apresentação, mas ela torna-se inevitável pela enorme riqueza do seu percurso enquanto professor e guitarrista de inúmeras bandas e projetos musicais de que faz (ou fez) parte.

Iniciou a sua caminhada rumo ao processo criativo, primeiro como aluno do Centro Musical Crescendo (aluno número 16 do seu ano) e, mais tarde, como professor desta mesma escola.

Com formação académica de nível superior em Guitarra Jazz (curso que completou nos Países Baixos em Haia), bem como um mestrado em Ensino da Música e vertente artística, na variante de Guitarra Jazz (em Lisboa), construiu um percurso singular e verdadeiramente impressionante. 

Atualmente, é guitarrista de Peste & Sida, Boca Doce, Rosa Sparks, Tropic, Power Nap, um projeto em nome próprio e integra ainda o projeto artístico "A Mulher é uma Arma".

Marcou presença nos programas televisivos The Voice e The Voice Kids, no musical Simone, Primitive Reason, Happy Mess, e foi fundador de bandas como, Refugiados do Urinol, Micky Eight, Summer of Damien, Trisonte, .Rar e participou na criação da banda sonora do filme português de seu nome: "Vive e Deixa Andar…" .

Para além de tudo isto, é pai, gosta de experiências imersivas e “Escape Rooms” de terror, de fazer caminhadas... é ligeiramente hipocondríaco, vegetariano e não sofre por qualquer clube de futebol, nacional ou internacional.

Afável, bem-disposto e com as ideias no sítio certo, posso garantir-vos que este é ainda um retrato muito incompleto do meu convidado…

Obrigado. Envia-nos um e-mail.

SPEAKER_03

Ricardo Jorge Barriga, nascido in 81, iniciou a sua caminhada musical rumo ao processo criativo, primeiro como aluno do Centro Musical Crescendo, aluno número 16 do seu ano, and mais tarde como professor desta mesma escola. Com formação académica de nível superior em guitarra jazz, curso que completou nos Países Baixos em Aya, bem como mestrado em ensino da música e vertente artística na variante de guitarra jazz em Lisboa, construiu um percurso singular e verdadeiramente impressionante. Atualmente é guitarrista de Pesticida, Boca Doce, Rosa Sparks, Tropic, Power Nap, um projeto em nome próprio, integra ainda o projeto artístico A Mulher é uma Arma. Marcou presença nos programas televisivos The Voice e the Voice Kids, no musical Simone, Primitive Reason, Happy Mess and foi fundador de bandas como Refugiados do Originol, Mickey Eight, Summer of Daniel, Trisonte, Pontorar e participou na criação da banda sonora do filme português de seu nome Vive e Deixa Andar. Para além de tudo isto, é pai, gosta de experiências imersivas e escape rooms de terror, de fazer caminhadas, é ligeiramente hipocondríco, vegetariano e não sofre por qualquer clube de futebol nacional ou internacional. Afável, bem disposto e com as ideias no sítio certo, posso garantir que este é ainda um retrato muito incompleto do meu convidado. Ricardo, bem-vindo ao farol do Capitão Solidão. Muito obrigado. Estás bem instalado, confortável? Sim.

SPEAKER_04

Como é que te sentes hoje? A viagem foi trollenda.

SPEAKER_03

Viagem um bocadinho trogulante. Dizer-te que isto é apenas uma conversa e não uma entrevista e sem estar a cometer qualquer inconfidência, acho que entre dois bons amigos. Isso dava pano para mangas, não é? Conta-me.

SPEAKER_04

Queres saber de mim?

SPEAKER_03

Nós falamos pelo menos uma vez por semana e sei que a tua agenda está sempre a ferver de acontecimentos. Lidas bem com a improvisibilidade que por vezes te é imposta, porque tens uma agenda que é mais flutuante do que fixa.

SPEAKER_04

Não, odeio.

SPEAKER_03

Complica a tua. Complica.

SPEAKER_04

Gosto de ter rotinas? Sim, cada vez mais.

SPEAKER_03

E como é que tu te preparas para esses desafios? Quando encontras essa corrente mais imprevisível andares no meio desse turbilhão, what's the controllers?

SPEAKER_04

The pior is that one semana, e depois começa a ser muito.

SPEAKER_03

Nós estamos a referir a universo da música, professor, como músico. Ainda te sentes apaixonado for this university da música, ainda sendes that is that te done and has much ainda para dar. Consome-te até a modulosa.

SPEAKER_04

Depende. Muito consumir as vezes quando tu estás completamente forte. It's a malta do surf. Epá, tão forte, vou vender a presta passar sixes tão sacassados. Malta banders when gostei. Ah vou deixar, vou vender um material to passado si precisava tanto de um concert. So no meu caso, I vivo disto, I pago as contas com a música, é a grande diferença.

SPEAKER_03

E sentes that Universo para ti ainda novidades, ainda coisas que acontecem que podem surpreender pelo positivo and.

SPEAKER_04

Muita malta a tocar bem e cada vez melhor. Mas isso é bom. Quer dizer que estamos a avançar para a frente. Ou seja, a malta nova que está a aparecer agora está a tocar muito bem e ainda muito novos a tocarem muito bem. E isso de certo modo deixa-me contente porque estamos todos para a frente.

SPEAKER_03

Isso é algo que tu encontras, por exemplo, enquanto estás a lecionar, a dar aulas ou é uma coisa fora, vês dentro do prisma enquanto ouvinte, enquanto.

SPEAKER_04

Em ambas as situações.

SPEAKER_03

Também encontras, às vezes falamos sobre isso, aqueles processos mais preguiçosos ofers que estão because they can start or because a tempo is the time of music, but is the time that they find.

SPEAKER_04

These pays the almost activities to scale music and the means. This is the basic and more efficace to carry. Gostamos muchos of a joke to PlayStation. E mesmo I tive my alumina who comentou diretamente com o terceiro ground and when I received a video delay the suposto 2, ela ainda não era minha aluna, disse, é que eu esqueço, sei se não vai entrar. But ela queria muito. E ele passei por um amigo meu e ela teve aulas com ele andar a altura do exame ele ligou-me e disse assim, pá, olha, ela leva tudo prontinho e a miúda é espetacular. Está bem vão ver, né? Ela chegou lá, pá, limpou tudo de cor. Tudo, tudo, tudo de cor. Eu fico assim, ok. E falei com o papai e disse assim, olha, eu vou aceitá-la como aluna da academia. Ela entrou diretamente para o terceiro grau, mas coloquei-lhe um desafio, foi no verão vais continuar a ajudar, como é um professor, e entreguei-lhe uma peça, peça obrigatória de 2 grau. E ela calhou-se a minha aluna, porque a possibilidade de ser aluna de outro professor, depende dos horários, depende de mil e uma coisa. E calheu a minha aluna. E ela chegou lá, pimba, toca aquilo tudo. Mas tu continuaste a ter aulas com. Não, não, o professor Tia R teve férias e não pode dar aulas. Mas como é que vive isto? Estou a fui ao YouTube. Quando tu queres tu consegues, não é?

SPEAKER_03

Não que sentes ameaçado com as novas tecnologias que poderem. Não, no sentido das novas tecnologias poderem substituir.

SPEAKER_04

É sim, vamos perder muito trabalho, mas a música ao vivo acho que se vai manter. A parte da composição, eu tenho uma coisa a meu favor, é que eu gosto muito de escrever e de gravar, por isso um gosto em fazer algo de criar, não é? Ou seja, o processo da criação e da gravação é uma coisa que eu gosto muito. Se calhar não vou vender tanto, but it alimenta o continuar, a continuação.

SPEAKER_03

Tinha que seguir mais para a frente da nossa conversa, but antes de chegarmos ao processo da creation, I tentando perceber como é que começou, como é que começou esta passional da música atingida tocar a instrumentation. What impulsionated for, for example, chegares à guitar? Foi o primeiro instrumental?

SPEAKER_04

Sim.

SPEAKER_03

Nunca tentaste cantar, nunca tentaste, por exemplo, tocar bateria? Tentar, tentei.

SPEAKER_04

Bateria, pá, todos os meninos quando pegam a minha bateria gostam. Inevitável, não é?

SPEAKER_03

Começaste pelo baixo? Não, não, pela guitarra. E como é que começou essa aventura? Quem é que deu a primeira guitarra para as mãos?

SPEAKER_04

Foi o Zeca Casimir, que foi o primeiro a falecido por C12. Ele era o meu vizinho, vivia duas casas acima dos meus pais. E as nossas mães eram amigas, eram professoras, e eu ia muitas vezes para a casa dele. agora, para juntar aqui à história, professoras de tua mãe de A mãe de ver primária, ou seja, dava tudo, né? Ok. A minha mãe de filosofia. Ok. Se calhar fizeste alguns exames de filosofias que descobriu. A minha mãe escreveu exames de.

SPEAKER_03

Não diria naquilo que costumeio, porque ia ser para o humor, mas eu acho que depois no exame nacional acabei por ter 16. Fui porque era aluno. Mas a sempre não era aluno, era explicado para mim, não conhecia aluno a mim. Mas como é que eras a filosofia, por exemplo? Uma nova. Uma nova. Eu e o meu pai somos a Manova, na minha mãe. estava trhado o caminho para a música, se calhar. Mas disseste que o primeiro contacto com o instrumento foi através do Zé, não é? Foi ele que passou esse instrumento para a mão, queriam fazer uma banda, ele sabia tocar.

SPEAKER_04

Ele estava a ter aos guitarra clássica e cada vez que ele tocava na guitarra, eu tomei-me uma bala like. Aliás, ainda tenho em casa dos meus pais, até que os meus pais ofereceram uma guitarra clássica e tive as guitarra não era propriamente guitarra clássica, era o que hoje em dia chamam guitarra legera.

SPEAKER_03

Mas se tu tiveste esse primeiro contacto com a guitarra e disseste, isto é algo que eu posso pegar andar a trabalhar ando que vou estar comfortable neste universo creative, or a coisa que tu nem sequer utilizavas?

SPEAKER_04

Gostava de tocar, gostava de tocar e queria aprender músicas.

SPEAKER_03

Na altura com what objective?

SPEAKER_04

I gostava muito de música.

SPEAKER_03

But this primeiro contacto, for example, com a música surgiu através de escola, dos amigos, or was the familiar?

SPEAKER_04

A minha mãe era professora de liceu e aconteceu. A minha mãe estava muito de Afonso Rolling Stones. Ela gosta muito de um quarteto que é o Modern Jazz Quartet. E houve, eu lembro-me duas cassetes que vieram parar a casa. E houve uns quantos alunos que deixavam lá, às vezes esqueciam-se de cassettes e ela trazia para casa no final de ano, ninguém reclamava e trazia. E calhou-me em casa o Cirto Ferras, Potapés, e o Reckless acho Brian Adams. Man, aquilo andou em look.

SPEAKER_03

tens dois cassettes e que estás para frente, frente para trás e. Fois tu que as descobriste, ou ias ouvindo enquanto também ouvi andar.

SPEAKER_04

Descobri porque apareceu em casa, anda a pessoa começa a ouvir, né? A minha mãe também gostava muito de Beatles, ou seja, começou por aí. Depois, with 10, 11 years, comecei a ter contacto com outros genus musica. Muito por causa disso, meu amigo, o Zé. Andava também no canal 2, when haven't does a cool era ouvir ao disco que estava logo a seguir a hora de Almouth. Era com o Pedro dos Chutes, a Shana, acho que era o Henrique Camaro, espero não ter enganado. Eles passavam videos ofanders. Foi que eu tive the prime contact com censoratos.

SPEAKER_03

Se calhar gravavas o programa em VHS, gravares os programas para.

SPEAKER_04

Isso era o Edbangers Ball que dava ao domingo à noite. Eu tinha que ir para as aulas, então punha a gravar e via the second aulas. And depois, when tinha sorte ter dois videos, depois separava os videoclips que costava mais, não tinha a que levar com o programa todo.

SPEAKER_03

Isso é muito interessante porque acho que a caminhada acaba por ser sempre a mesma, ou seja, o sentido da estrada começa sempre 7, 8, 9, and a explodir no secundário with contacto com amigos que se calhar em the familiar, também tive esse primeiro contact with apanhava in casa, but ninguém mostrava, but I went as esconded or gostava de fazer esta coisa a rádio que gravar a fazer para o Fiji, que era um rádio. And a contact with traziam that era completely when tinhas a prime contact with bandas punk or rock or what for.

SPEAKER_04

I tinha acabado, or estava a acabar o Wad Club e estava também no conservatório e estava na altura. Ou seja, tu acabaste o secundário. Eu era secundário, aliás, havia uma regra que era aulas de música, tinha instrumento de formação musical e combo no secundário.

SPEAKER_03

era uma pergunta, em música, que era uma disciplina obrigatória, não sei em que anos. Era manodo ou mesmo?

SPEAKER_04

É como eu, era manodo, odiava aquilo, odiava, não tive negas porque estavam bem, mas era.

SPEAKER_03

E depois era a flauta que dura até os dias de hoje. Exato, não se percebe porquê, não é? É o instrumento mais prático de levar para as aulas, acho que é esse o motivo. Mas estavas-te a dizer, depois entre o secundário e.

SPEAKER_04

E os meus pais sempre me ofereceram essas aulas, diz-me que tivesse boas notas.

SPEAKER_03

Mas foste tu que pediste.

SPEAKER_04

Eu que pedi, sim. Mas havia uma regra, tinha que passar tudo na escola e tinha que acabar o décimo segundo. E tu chegas ao 12 e pensas, o que é que eu vou fazer? Se quisesse ir para a escola superior de música, que na altura era teoricamente o que tu faz depois de um décimo segundo, não é? Exactly. Eu dicho uma pessoa ou via clássica e não tinha formação clássica. Era que pôr mim. But in a altura nós éramos obrigados a ir à tropa se desistísmos do estudo. Então o que é que eu fiz? Eu tinha notas para entrar nas Belles Artes e entrei nas Bellas Artes. Inscrevi-me, fazia as cadeiras que gostava, and inscrevi-me no Conservatory and no Watt. So when I had my formation in guitar, I was in the Watt in three years. A tour divided into Boston and Amsterdam and Rotterdam.

SPEAKER_03

And it was fascinating this decision? No, no.

SPEAKER_04

Bonderaste. No, when decided to cheguei later, entrei, when I fui for less malas and com a guitarra às costas, aterrei e pensei, o que é que eu vim para aqui fazer? É que caiu verdadeiramente a ficha, não é? Sente-se sozinho, sente-se as sozinhas. Muito gente tem essa sensação. Músicos que hoje em dia are super conceituais aqui. fizeste o voo e aterras e chegas lá, o que é que eu estou aqui a fazer?

SPEAKER_03

E porque a guitarra jazz? É porque é o mais completo?

SPEAKER_04

Não, não, hoje em dia acho que eu não gosto de colocar as coisas assim. São linguagens diferentes. Na altura, se calhar, porque na altura eu gosto muito de jazz, gosto muito de improvisação e se calhar é um género que nos ajuda a estudar esse lado esticar a corda. Esticar a corda, sim, mas todos os géneros musicais têm pessoas precisam muito de estudo. São linguagens, não é? Tu como professor não podes dizer o contrário, não é? Estou a brincar, estou a ver.

SPEAKER_03

Sim, e fui para já. Apesar das tuas dúvidas when atterraste and caiu a ficha and se calhar os primeiros two, three years, depois também vais ganhar conhecimento with colleagues, se calhar different. The contact is out, the reality is out. Nunca tiveste dúvidas a partir da time that was that you could segue and I told does that I could say. There are nice to apprehend this evolution that I ask the most complicated, I don't say to the guitar and two aulas with you, a mal e meio, se calhar is one into converses and to go and not take it, and the fact of being a word. But if alone is blocked in the guitar, there is a point where there's a patamar that I want to say to ultrapassing this barrage, there are other guitar, or to take guitar, or to take guitar.

SPEAKER_04

There are moments that are frustrated now that we feel stuff.

SPEAKER_03

Any surpreendents with you próprio, for example. In relation to instrument, but sends surpreendido or desiluded?

SPEAKER_04

Eu sou maior, I consegui, vou conquistar o mundo.

SPEAKER_03

When é que és surgiu isso, por exemplo, when estás in process of gravation, when acabas de dançar alguma coisa?

SPEAKER_04

Às vezes não é preciso gravar, às vezes tu planeaste andias, andas a conseguir fazer andas à vontade e penses, agora é que vai ser, but this is a less boss de estudar qualquer coisa, não é? Andá, isto não tem fim, man.

SPEAKER_03

But when falamos disso, falamos mais particular, o essencial é chegar a um processo criativo, teres a tua própria história no mundo da guitarra e procurares seres original na guitarra ou na execução? Estou a falar na parte técnica de saberes tocar guitarra. Aqui dois pontos de diferença. Mas onde é que és mais feliz? Se calhar o lado criativo?

SPEAKER_04

Sim. Apesar de hoje em dia não andar a escrever tanto como escrevia. Houve uma altura que fogo.

SPEAKER_03

Em que altura é que era essa? Lembras-te?

SPEAKER_04

Eu acho que quando vim da Holanda se calhar também tinha mais tempo. Se calhar não, tinha mesmo mais tempo, não é?

SPEAKER_03

E se calhar mais coisas para mostrar, porque trazias tu dentro de ti, não é? Sim, se calhar. O aprendizado e quarias era mandar para fora.

SPEAKER_04

E não tens nada. Ou seja, a tua agenda e estás a escrever, mas eu fiz algo preciso, não é? Isso também começa a ser ok, não posso estar aqui à maluca. Não posso, podes.

SPEAKER_03

Sim, és livre. És livre, claro. Se calhar, esse projeto que eu falei inicialmente, o teu projeto com o nome próprio, Ricardo Barriga, que vai no terceiro lançamento, temos o Big Weird Box, temos Ovirado da Esquina e agora o Bicho Grill. Com distâncias se calhar entre o Big Weird Box e o Ovirada da Esquina, se calhar estamos a falar de um tempo que não sei se chega a.

SPEAKER_04

O disco foi gravado muito antes de ser editado. Quando gravei não estava muito contente, pois houve contratempos na minha vida pessoal. Isso da Big Weird Box Weird Box foi em 2010 que eu gravei tudo. Gravei em 2018, mas foi editado dois anos. Não queria meter fora até que mostrei. Acho que foi o Agostal Presidente. Diz-me, pá, tu és maluco, metes fora, raio.

SPEAKER_03

Aliás, o tema Monsanto faz parte de aqui, graças a ti. Sim, sim. Tenho muito a agradecer, exatamente, mas é um tema que eu acho que é fabuloso. E até pensaste um dia, ponderaste quando mostraste esse tema na altura, estava a ver o Boca Doce e disseste, acho que isto podia ser uma intra, lembras-te? Não sei se lembras disso, que pode funcionar para o Boca Doce como intro dos concertos, ou até mesmo para a Boca Doce, e depois aquilo não sei quem é que disse, ou certamente alguém, mas isto aqui está tão bonito que eu acho que diz aproveitar isto para alguma coisa e se calhar tinhas esta ideia para o disco.

SPEAKER_04

Não, aliás, tinha porque gravei isto na mesma sessão, não é? Aliás, esse eu gravei o disco todo em duo com o Pedro Pino no contrabaixo, e esse foi o único que eu gravei tudo sozinho. Isto na realidade é uma canção de pop, na improvisação tem pop, até meio foco, não é?

SPEAKER_03

Sim. Mas eu acho que tem uma beleza subtile, é algo ali que encanta, traz encantamento. Por mais vezes que hoje não me importo. Se calhar um dia, quando morrer, é essa a música que eu peço de cá. Faço-te o play por mim, também pode ser. Sei que também és um colecionador incorrigível, mas mais direto, talvez, nas tuas escolhas, ou seja, acho que escolhes ou compras aquilo que verdadeiramente queres ter na tua coleção. Ainda te lembras do primeiro álbum que compraste?

SPEAKER_04

Dos primeiros, sim. O primeiro que me ofereceram, pronto, tirando essas duas cassetes, foi uma compilação do Fido Did Lambers. Eu também tinha do. Eu tinha mais viu aquilo e comprou. Foi dos primeiros CDs que iram em casa, mas os me deixam.

SPEAKER_03

O meu também foi o OutNow, não sei se conhece o. Ou o Super Mix, o 8 e o Super Mix 9, mas não foi a supermei disto que comprei, falei aqui por acaso no podcast qual foi.

SPEAKER_04

E o Fear of the Dark era muito novo ou o Apatite for Destruction. Eu lembro, olha, a minha mãe Em CD vinil K7 CD na altura, havia vinil em casa, que na altura tinha aparecido CD e foi o Apatite for Destruction, provavelmente, ou o Fear of the Dark, esses foram um dos primeiros que eu me lembro em casa. Lembro que a minha mãe havia uma loja que era a Strauss, que eu quando ia queria ir ouvir a focal, e as capas com mais cavandas aqui eram. A minha mãe aparece-me com uma capa com um Nino a nadar atrás numa nota. Olha, o lado da Strauss disse que és capaz de ouvir o que está disto. Perfeito. Chego e mete o CD-se assim, mas isto não presta. E depois, passados, meto aquela curiosidade, deixa eu ouvir isto. Realmente, quando dentro daquilo pensei, tens tão stupid, man, tu és tão stupid, man.

SPEAKER_03

O meu primeiro contacto com o Nirvana por acaso foi através do Unplugs. E foi que cheguei depois a Olivia Nirvana e comecei com os autotistas. Por acaso não sei se comecei com o Nevermind em segundo, provavelmente se calhar o Incesty Side, não lembro. But o Nirvana sempre faz parte também da fundação, da base. E quais são os álbuns que te tenham marcado? Ou seja, dentro de qualquer género musical e que posso ser recomendado como escuta mais atenta. Sei que também és um grande amante de jazz, de punk, de rock. Mas queres um de Tedgén? O que tu quiseres. Eu ia sugerir cinco, mas se calhar isto é um bocado redutor. Aquilo que é uma inspiração para ti.

SPEAKER_04

Eu digo sempre que está sempre no top 3, se calhar em primeiro, segundo ou terceiro, que é o Blood Sugar, Sex Magic dos Red Hot Chili Pelcas. Eu acho esse álbum perfeito. É o álbum perfeito entre a música comercial e a música artística. É aquela linha muito fininha, não é? Porque meter aquela história, essa é comercial, porque não é bom artisticamente, perdás ali, cada um tem a sua opinião. But I acho que qualquer uma das canções pode ser um single facilmente. E é espetacular. Aquilo está estupidamente bem tocado, estupidamente bem escrito. Incrível. A produção é do Rick Rubin. É quem é. Não é preciso ter apresentações. E esse é um dos discos. Talvez o Sergeant Peppers. Isto rock pop dentro de jazz.

SPEAKER_03

Um disco que tu sintas que podes mergulhar várias vezes. Quando tu apeteces a ouvir jazz, onde é que tu vais normalmente? Recorres mais a jazz que tenha com influência maior a guitarra, por exemplo? Será um saxofone?

SPEAKER_04

Sim, gosto muito de um saxofonista. Aliás, dois saxofonistas um que é o Chris Speeds. Gosto muito da música que ele escreve. Mas mais antigos, gosto de praticol training. Espetacular, o Paulo Miles é incontornável. Gosto muito. Acredito que tenhas esses discos em vinil e em CD? Kind of blue, sim. O Blue Train acho tem em CD. Gosto muito das coisas porque eu gosto muito do trabalho do Bill Frizel, do guitarrista, que vai varios montes.

SPEAKER_03

O que é que tu recomendas?

SPEAKER_04

A minha banda dele são os propaganda e ponto final, the Last Talk Norrock. Apesar de eu achar que eles cada vez estão melhores a nível de composition, letras executions, acho que são espetaculares, são os grandes músicos. But the album exatamente como tu disseste, naquele altura dos 15, 16 anos, some albums that nos mark umamente. O West Talk Marrock, para mim, foi o primeiro contact with aquelas mensagens do cristarianismo contra o capitalismo, mais um universo que se abriu e começas a questionar, mas porquê? Hoje em dia basta abrir o teljornal e percebes o porquê de muitas vezes.

SPEAKER_03

Bandas que fazem perguntas que dão respostas e que te fazem ainda procurar mais.

SPEAKER_04

Se calhar te fazem perguntas e eles têm as respostas, que também às vezes é importante, dentro desse channel, Gorilla Biscuit to Start Today is incontranável.

SPEAKER_03

Ainda consegues mergulhar facilmente in novas bandas oro lançamentos ofers that conheces and continuam attive, or preferred to perceive the nostalgia and the albums of confort? In which pond is in this moment? Is apt or is already to discover or prefer this mergulder?

SPEAKER_04

I want to force me to see novel stills which I fail is pergunt, what do I have to do? I am with reads social, I met away and with my caminhadas, I've fans and force me to have the album today, maybe I don't want the prime music or the second pack, to say, okay, I gossip or not gossip and stupid, because there are many bands that I watched and a gun day, but a day we should be a gun day all the time.

SPEAKER_03

There are many of us different, it may have a vertical life, we are more adverted and receptivos. Como é que é tua definição de frijaz? O que é que para ti é frijaz?

SPEAKER_04

Conseguiste soltar na improvisação fazer a improvisação livre sem regras nenhuma, não é?

SPEAKER_03

Sentes mesmo, por exemplo, quando o Frijaz é gravado é mesmo a improvisação livre ou um estudo prévio do caminho e depois barreiras.

SPEAKER_04

Tens de ter uma noção muito grande e tens que antes de tocar completamente free, convém tocar.

SPEAKER_03

Para além de tens de ter um conhecimento com a pessoa que está ao teu lado é que vai ter que ser do batia, não é?

SPEAKER_04

E ter muito... A malta que visa ao Nette Coleman. muita malta, por exemplo, o Jimbeck em muitas bandas de frijados e muito frijado, por exemplo, na Alemanha, tu percebes que aquilo às vezes parece que está cada um para o seu lado, mas aquilo que tu vês com atenção que aquilo está tudo ligado. Respostas uns aos outros, ambientes, pois quando está todos juntos ao mesmo tempo tocam. É incrível. Isso fascina-me.

SPEAKER_03

a outra paixão tua que vou falar aqui um bocadinho mais à frente. Voltando às bandas and projects that tension in this moment, a tocar géneros, stilos, and para publics diferentes. Sentes que mergulhar nestes universos te fez crescer enquanto pessoa, enquanto música, ou seja, estás constantemente, ou seja, falamos isto bocado, aquela imprevisibilidade that conheces, sabes que estás no universo do punk rock, estás no universo da música mais interventiva, estás no universo, for example the musical or the mulher, with public. Ainda traces this nervosismo that is benéfication, but at the moment sends that pertence to me, or sends that pertences to those mundos.

SPEAKER_04

Those are part of the percurso, but I think much nervoso to come, for example, sozinho para 20 pessoas a ouvir atentamente, do que se calhar para num palco com uma banda tocara 20 mil pessoas.

SPEAKER_03

Eu senti-te muito nervoso, por exemplo, neste concerto do Power Nap. Ah, sim.

SPEAKER_04

Nós tínhamos muito poucos ensaios porque tivemos muito poucos ensaios porque a banda tem muito trabalho e ainda bem.

SPEAKER_03

É um quarteto de jazz, para quem não conhece, que ainda não tem nada a gravar, mas tem elementos dos trizontes, tem elementos de ponto raro, não sei se tem, se calhar estou a falhar, não tem, de trisonte. Mas se conhecem bem, estou com alguns anos juntos, mas senti que.

SPEAKER_04

Havia muita música nova e alguma da música não era de leitura fácil, nem fácil e execução. Mas isso também é giro, levar as coisas assim meio. obriga-nos a estar mais atentos e a usar mais rápido.

SPEAKER_03

Mas se calhar desfrutas menos desse concerto, porque estás mais focado em que corra bem.

SPEAKER_04

Mas pá, infusmente a malta não consegue ter toda a gente adulta com filhos.

SPEAKER_03

Eu acho que foi um excelente concerto. Senti-te conhecendo eu quando conhecendo, dentro e fora do palco.

SPEAKER_04

Estavas a jogar em casa, mas na casa que me viu crescer, que é sente-se uma certa responsabilidade.

SPEAKER_03

Depois também tinhas o teu pai lá, portanto outra responsabilidade. Depois também estavas a tocar no universo da crescendo, portanto, isso também é um peso de responsabilidade quase enquanto aluno e professor, da tua caminhada quase completa, não é?

SPEAKER_05

Sim, sim, sim, sim.

SPEAKER_03

Tinhas muita coisa a provar, não tens de provar nada a ninguém, porque eu acho que não tens que provar nada a ninguém. Mas se calhar a ti próprio. Estamos a falar de uma prova para ti.

SPEAKER_04

Tens de fazer boa figura, queres chegar a casa e tu chegas a casa e gostas de chegar aos teus pais ou à tua família.

SPEAKER_03

Eu acho que foi um concerto único. Sim, foi intimoso. Foi bonito, intimista e bonito. Senti-te mais nervoso porque eu conheci-te como conheço, dentro e fora de palco, às vezes gostava um olhar para ti e tu também para mim, não é? Para saberes que nos estávamos a sentir bem ou mal, mas eu senti-te ali mais nervoso, até na forma de falares com o público, senti-te ali que tinhas esse nervosismo neto e estavas um bocadinho porque era o único que tinha que falar e geralmente não sei o que falo. Mas dou-te os parabéns que acho que foi uma coisa muito íntima, efetivamente. Acredito que para ti ainda mais, mas eu acho que foi belo, foi uma coisa única. Dou-te os parabéns porque fiquei muito feliz de te ver acima de tudo como amigo e como músico.

SPEAKER_04

Nós vamos estar no concert agora em Peniche, dia 20 de June. Mas a música falou de Power Nap. Power Nap, sim.

SPEAKER_03

Como é que é a estrada para ti? O que é que te motiva e deslumbra ainda nos concertos ao vivo? O que é que te faz levantar da cama e fazer o que tens a fazer?

SPEAKER_04

Eu gosto de tocar. As vezes what me custa é as viagens and a malta diz: Epá, vocês estão sempre a viajar, a conhecer isto. No, a gente conhece a carrinha, o pau.

SPEAKER_03

E o posto de combustível também.

SPEAKER_04

Mas é sempre fixe ir viajar andar aqui e ali. Mas curiosamente eu não sou daquela malta que toca todas as semanas de 5 a domingo. fui mais. But também não era uma coisa que eu sempre quis fazer.

SPEAKER_03

Isto no fundo também acaba a oferecer um privilégio.

SPEAKER_04

No, no. Por isso é que eu dou aulas. Preferem isso e ninguém está certo e ninguém está errado.

SPEAKER_03

Mas tu és feliz a dar aulas. Fazes cabo por uma necessidade financeira, mas és feliz a. So I gosto, I gosto.

SPEAKER_04

Eu tenho alunos que posso dizer que gosto muito de Zoan. Uns estudam mais, outros estudam menos, mas eu acho isto piada. Muito engraçado. Tenho um aluno da minha que está sempre a roubar Caju. Outro diz, oh professor, tem Caju. Vais que a ganda também.

SPEAKER_03

Não é que não encontrei eu ficando a sua secretária e fui em cima.

SPEAKER_04

Não, eu me disse que no final de ano vai-me oferecer um saco de Caju. Mas a mãe também é uma bacana no outro dia. Trouxe-me, estamos a falar de Romelos, que ele parar assim, tinha comelos espetáculos e trouxe-me um saco de Melos.

SPEAKER_03

Que tipo comelos. Não, não, não. Qual é que foi o último espetáculo que te lembres? E sem estar aqui a pôr uma banda num patamar superior ou inferior, não é isso que está aqui em causa, mas o último espetáculo que tenha tido um impacto que mexeu contigo. Olha, gostei muito desse Power Nap.

SPEAKER_04

Até porque não foi o regresso a tocar a sua música praticamente minha. tínhamos tocado nas Caldas da Rainha three semanas. Mas o tocar ali, eu gosto sempre de tocar ali, tens caras amigas e correr bem, acima de tudo correr bem.

SPEAKER_03

Acho que isso é um conceito que levas no coração, sem dúvida. Queria-te perguntar uma coisa que é importante, que é falar sobre a inteligência artificial. Achas que a inteligência artificial, acho que estamos todos de acordo, veio para ficar.

SPEAKER_04

E temos que nos aditar.

SPEAKER_03

E é algo que temos que combater na tua perspectiva ou é algo que temos que nos adaptar.

SPEAKER_04

O combater vai ser uma luta perdida. Mas é como eu digo, eu gosto muito do processo de gravar e de criar. Eu acho que não iria pedir a inteligência artificial iria fazer-me aqui um arranjo disto assim e assado.

SPEAKER_03

Sentes que poderias ficar. O que é que te leva a não fazer? O lado criativo que te impede aquele é o prazer de fazer. Mesmo estando pior, saberes que foi pedir fixe. Parece que foste buscar aquela nuvem do universo de ideias, mas foste tu que fizeste o caminho para ir buscar a ideia. Achas que a única forma de combater será através da arte performativa, ou seja, com concertos, com teatro, com dança, com música?

SPEAKER_04

Agora fala-se muito nas plataformas, the música feita with inteligência artificial que está a passar por cima that there's inteligência artificial and that plataformas muchas visibility, porque se calhar tem que pagar direitos ofrecer, and there have se calhar a control more. But in conversation with a director of my school, he said a lot. My paired campus to cultivate and had never. When apparently the adors are, but this is exactly the same thing that we're seeing with the intelligence artificial. It is exactly the same. I feel like I vejo. Here's a malta que vai perder trabalho. Por exemplo, editors of video vão perder trabalho, fotografia também. Música mesmo, né?

SPEAKER_03

Sim, sim, empresas contratam.

SPEAKER_04

Eles estão nas tintas, se tu tens gosto ou não tens gosto.

SPEAKER_03

Temos um exemplo, isto estava a falar da arte performativa e foi aqui que foi buscar aquele exemplo que disse que gostaria que até me surpreendeu pela positiva. Acho que temos um exemplo que gostas muito e que mistura todos estes mundos. O mundo do teatro, não diria da dança, mas da música que é a Biork. Tu és um apaixonado por Biork, se calhar não me falaste da Biorque, também não sei até que ponto é que é.

SPEAKER_04

Eu ouço esse disco muitas vezes.

SPEAKER_03

Como é que surgiu essa tua paixão por esse universo do trabalho artístico da Biork?

SPEAKER_04

Fui para quando eu tinha 17 ou 20 anos.

SPEAKER_03

Descobriste sozinho? Foi algum colega ou uma colega que te encaminharam?

SPEAKER_04

Acho que foi uma amiga minha, sim.

SPEAKER_03

viste dois concertos, três concertos ao vivo da Biork?

SPEAKER_04

Eu vi dois concertos da Biork? Os dois em Portugal? Os dois em Portugal, sim. Um no foi o Post e foi o Debut. Foram os CIUS que eu conhecia primeiro e depois. Mas o que eu gostei mais foi dessa ideia de arte. Talvez por causa do filme também, não é?

SPEAKER_03

E o que é que te fascina in this universo?

SPEAKER_04

Ela é sempre original.

SPEAKER_03

É esse desconforto que ela traz através da música, ou seja, a gente procurou com a música dela, mas ela traz desconforto, and a disconfort.

SPEAKER_04

Ela é a mismo artista, man. Tu pensas que viste tudo e ela sei que tira. Eu vi aqui no Melo Arena anda 7 tets with faltas transversais, man.

SPEAKER_03

É inspirador.

SPEAKER_04

Eu vi na última cadeira porque era. O bilhete não era barato. A última cadeira do meu arena. O som estava bom. Ela começou a horas, man. Aquilo acho que era às 8 ou às 9. Eu entrei 9 e 1, não é aquela.

SPEAKER_03

E estava.

SPEAKER_04

começas a ouvir um cor e disse, o que é que isto? Entra um cor em cima do palco.

SPEAKER_03

Increível. Mudando de assunto novamente nesta conversa, queria te perguntar como é que surgiu o convite, por exemplo, para participar no Spesticida.

SPEAKER_04

No Spest was the held manager of Pest, in the already, Johnny Singh, the Nuno Rafael had Spest. Is in what? Before the Cai no Real Foundation, yeah. Joan Almender was in the pest, and before Kaino Real Crisis. I was a maestra, and in the future pensei, no, I will get in banners, I'll do this. I learned an aula of a colleague who is. He was a person who gave me dicks very important. There are two or three things that mean radically the time. It's incredible. I did, and I said, But you don't give us what I say to me.

SPEAKER_03

Pretty estás a fazer.

SPEAKER_04

Foi entrar, apanhar as músicas rápido, tínhamos concerto e vamos embora.

SPEAKER_03

E este ano, for example, a pesticides está 40 anos with bastante data, muchas strada. Sinto também para ti a prazer very, porque também accompanhamos a tua vida pessoal, é um prazer grande when you sit with pests.

SPEAKER_04

Aquilo é sempre uma galhofa. Is there a fest? Aquilo é sempre uma galhofa. Felicely, I can say that in those bands that sit in the day is sempre galhofa. It's a family. But as I faço trabalho que pouco nada com essas pessoas.

SPEAKER_03

Or não sentes aquela vontade quase de família para estás.

SPEAKER_04

Não estás a desabafar as coisas todas da tua vida, não é? E ali sim, também são alguns anos, não é?

SPEAKER_03

Como é que surgiu o projeto de criares Boca Doce? Onde é que veio essa ideia?

SPEAKER_04

Ainda semana passada, ainda esta semana respondi a essa pergunta. Então, eu gostava e não gosto muito dos Me First and the Gimme Gimmic. And na altura when the Gimmy Gimmons começaram a sair, ainda havia muchas otra bandas, tipo os Goldfinger, Newfound Glory, High Standard, muita malta fazia versions para o punk rock. I am punk rock californian because it's aquele punk rock melodic, hardcore, punk rock berrada. Faziam versions of music antigues or músicas at all. Or I was a different. I started with this fixation in Holanda. I had two days of Gimme Gimmons in Holanda. It really was diverse. I pensay fool. There's nothing of this in Portugal. Because bands of rock. Punk rocks are quite interventives, but me cómicas para te fazer rio, para te deixar com um surrise in the cara, não são muitas.

SPEAKER_03

Esse é um caminho que procuras, por exemplo, in Rosa Sparks, por isso é que tens aqui ambiências diferentes. São universos diferentes.

SPEAKER_04

Não tem nada a ver. Não tem a ver com os calços.

SPEAKER_03

Sim, sim, sim, mas eu estava a dizer que procuras um bocadinho de em cada um dos lugares tens essa.

SPEAKER_04

É sim, e isso é bom porque às vezes é quando tens várias sobremesas, estás a ver? Eu gosto de todas as sobremesas, mas como nem almoço de chocolate, vais enjoar a jogar, agora vou experimentar aqui este todinho e é fixe.

SPEAKER_03

E também te sentes sempre realizado quando tens estas linhas paralelas que por acaso até muitas vezes até se cruzaram, no tempo em que também estava em Boca Doce havia esse cruzamento, mas por norma não acontece, ou seja, consegues se calhar ter fins de semana mais preenchidos e mais dolorosos para ti na tua vida pessoal, que te cansam a mente e o corpo, mas que depois dão uma certa satisfação. Eu quando estava em Boca Doce, por exemplo, tinha uma coisa que me acontecia muito e que também foi uma das motivações às vezes perguntas, se estivemos a almoçar com o meu mesmo. E nem queria trazer isto muito para o meu lado pessoal, porque esta conversa é sobre ti, não é sobre me, mas às vezes tinha isso, ou seja, tinha aquele pico. When we dávamos os concertos e estava ao vivo, havia aquele pico, aquela adrenalina que depois, ao descer, trazia uma certa depression. And I come a notar at the long time is that this time esgotar essay depression, essayza que não sabia bem de onde é que vinha. Depois é que eu percebi que vinha the ponto alto até o ponto mais baixo. Antigamente podia durar um dia, and chegou a um ponto em que, por exemplo, dávamos o concerto ao sábado e me passava numa quarta-feira or no início de uma quinta. Chama-se PDI, meu amigo. É verdade. É uma verdade. E isso também desequilibrou, de uma certa maneira, desequilibrou-me, porque, como eu disse e referi, tenho uma paixão muito grande por esse projeto que tu criaste e que foste tu que idealizaste e que trouxeste as pessoas certas. Uma delas, na história que começou na nossa conversa, foi o Zé. Portanto, alguém que te deu a primeira guitarra para as mãos, ou que alguém que estragou a tua vida, e que ao mesmo tempo te lembraste de convidar para ser o primeiro vocalista do projeto. Eu fui o terceiro vocalista do projeto. Neste momento temos quatro vocalistas no projeto, eu posso dizer que temos, que eu sinto-me incluído dentro da banda. E dizer-te e também agradecer-te neste espaço pelo convite, pela lembrança. Ainda foram três discos. Ainda foram sim, foram dois altos, sim, três discos, porque estamos a falar do EP de Natal e mais quatro singles que depois fizemos entre 2024 e 2025. Foi uma história bonita que eu acho que a continuidade dela de ser para sempre, porque o amor é para sempre. Aproveitar se calhar este momento para dizer que não há, como estamos a falar também ao almoço, não nada de mal in a gente poder dizer que não consegue ter mais forças para nadar.

SPEAKER_04

Curiosamente, quando eu disse que tu tinhas muito mal, não sei o que aconteceu, ainda está cansado, não lhe apetece, mas não se chateava, não, isso é a partir da moment that's a very important thing.

SPEAKER_03

Deixemos ir. Foste the people who me avisou muito tempo, ou seja, Ive a banda, alguém 13, 14 years, in which me is that estás a gastar combustível a mais desnecessariamente, estás-te a desequilibrar desnecessariamente. Sempre foste o meu Porto de Abrigo, sempre foste a minha vozinha consciente que me disse trava, calma-te, regula, vais queimar o pavio muito facilmente andar. And this acabou por acontecer. Acho que a banda me tinha dado uma opportunidade, Jul, que antes do Covid tinha esmocido a altura in que eu vinha abaixo and a banda exporu por mim. Nesta segunda etapa e mais que também não tinha forças mesmo para continuar a nadar.

SPEAKER_04

Uma banda é que tens uma relação com mais do que um. Às vezes um casamento é difícil ou uma relação. Não é preciso ser amorosa, de amigos às vezes não é fácil. Imagina com cinco pessoas, não é? Cinco pessoas sem que ego. E quando eu digo ego não é o ego eu fiz isto, não é cada um que tem suas ideias que gostava de ver concretizadas. Às vezes não é a minha melhor que a tua é. Gustavam de ver simplesmente concretizadas e às vezes não ficam porque se calhar o outro é mais fixe. E muitas coisas que estão a ser.

SPEAKER_03

Porque se calhar dentro da banda e sendo tu a pessoa que idealizou este projeto, és daquelas pessoas que se afasta mais nesta questão da decisão. Ou seja, procuras distanciar-te sempre do conflito, que é uma coisa muito interessante. Quando eu digo conflito é quando este embate de ideias e de eggs.

SPEAKER_04

Eu gosto muito de escrever e tocar. Se for uma coisa que não mexe muito com colocar esta maneira, se calhar explicar melhor, se uma música, alguém tem uma ideia e se ali um. Ah, mas fica esta ideia ou outra. Se eu vi que não for uma coisa que eu não gosto, digo.

SPEAKER_03

Não faz esse braço ferro, no.

SPEAKER_04

Não vou fazer braço ferro. As vezes até posso gostar mais do que vai perder. Mas se não me faz muita confusão, pá, vamos andar para a frente.

SPEAKER_03

Eu no fundo acho que estás numa divisão assim, está, estudaste tanto, tocaste tanto, viste tanto, fizeste tanto, que se calhar.

SPEAKER_04

Por isso é que eu tenho as minhas bandas sozinho, para poder ser hoje, se eu tenho espaço para fazer isso, porque senão se começa a haver muito choque, depois também é complicado.

SPEAKER_03

Por exemplo, este bicho grilo nasceu quanto tempo? Na minha cabeça, muito tempo. E depois da cabeça para o processo de gravação, gravando ideias, foram em casa?

SPEAKER_04

As guitarras elétricas foram todas em casa and as acústicas foram no Generator. O Miguel Marques. Some guitarra. Se fosse com a música with other instruments, I can see, but s guitar, I don't have know-how for this. If people say I wanted, spectacular. But there's Malta who said this project, I think it is a car, it is a pain, gosh, Trison.

SPEAKER_03

Trison traced what I referred to a line more punk, effectively. But other music to fortalecer a mural is a different. When a gentleman stuff at all, in this case, I privilege, sends tenu, is tube.

SPEAKER_04

It's exactly this que eu queria fazer, é porque ficas muito disposto. Eu precisava de quebrar essa barreira.

SPEAKER_03

Isto está completamente quebrada. For example, Power Nap traz aquilo que Trisonte trazia, a linha mais direta, mais agressiva. Ou seja, mais voz a gritar e tu ali estás num silêncio que estou a ouvir o Ricardo Rodrigo.

SPEAKER_04

Eu gosto muito do silêncio. E estou a pensar num segundo.

SPEAKER_03

Num segundo? Bisquerilo. Bisquerilo 2?

SPEAKER_04

Talvez. E porque não o 30 tem a capa, que ficava feita pela minha filha e ela apareceu-me agora com um desenho que eu sei. Esta é a segunda capa.

SPEAKER_03

Se a Nicole fizer capas como tu tens que fazer discos, estás tramado porque são daqui ainda tens 20 ou 30 desenhos e depois tens de fazer 20 ou 30 discos. Porque ela é uma verdadeira artista também. E te acompanha. vi alguns vídeos.

SPEAKER_04

O pai na música, a mãe nas artes, nos desenhos, na pintura. E ela também no vilãocel, é isso.

SPEAKER_03

Está a ser uma experiência que te.

SPEAKER_04

Ela hoje tem a audição. Eu vou tocar com ela.

SPEAKER_03

Olha, é que eu fico nervoso. Olhando para ti, ninguém está a ver, mas olho para ti e vejo o orgulho que sinto quando vejo no teu olhar que estás.

unknown

É.

SPEAKER_04

Mas é que eu fico nervoso. Não tanto por mim, por ela. Tens medo de errar.

SPEAKER_03

Mas medo que ela erre e que sente essa frustração ou medo de que depois esse erro lhe traga tristeza ao ponto de não querer continuar?

SPEAKER_04

Sim, porque às vezes os miúdos when erram ficam desmotivados and medo to fail. I think it's important to pass away for my phase identity. And we create expectatives. And às vezes I fico mais nervoso pelos outros. E está a gravar.

SPEAKER_03

Boca 12, por exemplo, é uma band that permite esse erro e o erro até acaba por ser bonito. Different guitarra em Rosa Sparks, e que o erro é different, because the project is different, obviously, a link different. Terminating this perguntar with Rosa Sparks nasceucked, and I perceived at the first of Johnny.

SPEAKER_04

This realmente was my idea of Johnny. Johnny queria fear a band. The objective was a message interventive. Rage Against the Machine. The prime foi com o Fred, ou seja, agarrarnos no vocalista mesmo de Rei que cantava punk, que é a parte. O Fred quis sair e agora veio o Me Joy.

SPEAKER_03

E pronto. Uma nova energia também.

SPEAKER_04

Alguma coisa a ser lançada para breve? Não, ainda estamos. É tal estudante que todos nós temos coisas para fazer. Não temos nada ainda. Estamos a tocar o último disco. Não foi lançado muito tempo.

SPEAKER_03

Sim, talvez um ano e meio, julgo sim. Dilemas que não são dilemas morais, mesmo aqui na reta final, sim, para se calhar para ti não. sabes que o dilema te permite dar uma. teres uma escolha. Vou começar aqui por coisas absurdas. Fender or Gibson? Hoje em dia, Fender.

SPEAKER_04

Eu posso justificar porquê? A Gibson é espetacular, ponto final. Mas a Fender se trata o Cassar, a meu ver, consegues tocar mais géneros musicais.

SPEAKER_03

A elasticidade é maior, é isso?

SPEAKER_04

É por causa disso que eu escolho. Agora se o Vic fica melhor com o Gibson do que o Gibson, mas se eu tiver aqui a fazer um trabalho que não sei bem para o que é que vou, vai fender.

SPEAKER_03

Punk ou jazz?

unknown

Pronto.

SPEAKER_04

Tem que ser um jazz, porque o jazz muitas vezes eu vejo o Jazz como o Jazz vai buscar influências a vários sítios e o Jazz vai buscar o punk, por isso Jazz, vamos buscar um bocadinho do punk.

SPEAKER_03

Concertos ou sessões de estudio?

SPEAKER_04

Se calhar sessões de estudio, hoje em dia se calhar basta mais sessões de estudio. Filmes de terror ou escape rooms de terror? Ultimamente tenho feito mais é que escape rooms. Acho que isto é um novo vício. Embora muitos destes Eu repito, né? fiz três vezes, um que eu fiz três vezes, mas é uma vergonha.

SPEAKER_03

Ainda te assustas muito ou não? Eles mudam sempre umas coisinhas. CD ou vinil? Vinil. Digital ou analógico? Analógico. Acústica ou elétrica?

SPEAKER_04

Ultimamente tenho gostado mais acústico.

SPEAKER_03

Som limpo ou com destrução?

SPEAKER_04

Pode ser crantes, que é ali no meio.

SPEAKER_03

Não. Vamos deixar o grandes. E em jeito de piada, o amor ou o herpes. Boa porra. Estás a falar com hipocondríaco.

SPEAKER_04

Essa era fácil.

SPEAKER_03

Queres sempre fugir, não é? Ricardo, o tempo voa. Foi um prazer ter esta conversa contigo, não como amigo. Agora é que agradeço, Capitão. Ó, Capitão. Claro, claro. Mas agradecer do fundo do meu coração por estares aqui no farol do Capitão e desejar-te no presente e para o futuro o melhor. E sabes que eu te vou acompanhar sempre e estar sempre ao teu lado. Obrigado. Eu também. E se calhar muita coisa ainda podemos fazer ver e ouvir em conjunto.

SPEAKER_04

Sem dúvida, sem dúvida. Um beijo, meu amigo, e até a breve.

SPEAKER_03

Um abraço, vou entregar multas a alguém. Até já. E assim é. Foi esta a conversa que tive com o Ricardo Barriga, e espero do fundo deste coração desajeitado, que tenha sido bela e interessante. Ficou muito por dizer, o tempo é sempre curto, mas deu-me para espeitar um pouco pela janela de alma do nosso notável convidado, o farol do Capitão, vai estar sempre disponível para o receber. E apesar de um dos nossos microfones ter decidido dar o ar da sua graça durante a gravação deste episódio, julgo não ter comprometido o essencial. A magia, o percurso e o pensamento de alguém que remande muitas vezes contra a corrente, está sempre disponível para ligar-se com o mundo através da música. Vemo-nos em breve. Sereias e marujos.

SPEAKER_02

E vai o Manelo Escatel. Vê-lo é como ver o sol a brilhar numa manhã de inverno. É como sentir uma brisa suave e fresca numa tarde primavera. Estás um poeta. Vai-lhe deixar muita saudade, Manel Oh Manel.

SPEAKER_01

Mas ao capitão, olha que ele não é Manuel, é Ricardo Barrigu. Ricardo Barriguerdo.

SPEAKER_02

Qual Ricardo? Manelo Escatelo. É assim que o conheço desde criança o verdadeiro marujo de água doce. Vale, Manel, mas volta em breve, porque a saudade aberta

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