Capitão Solidão Podcast

Terra Firme

David Arroz Season 1 Episode 4

Use Left/Right to seek, Home/End to jump to start or end. Hold shift to jump forward or backward.

0:00 | 25:08

Neste episódio, o Capitão Solidão decidiu interromper o programa para falar de um velho livro perdido e de um insecto de seu nome "abelhocroquis". Falou-se também da primavera, aviões e aspiradores. Pelos livros, uma viagem por Mariana Enriquez e John Edward Williams e quanto aos discos, um mergulho de cabeça em: Jimmy Eat World; Kamasi Washington e More Than a Thousand. Ah! e claro, a "filosofia barata" do Capitão continua a dar que falar. Vamos ouvir?

Obrigado. Envia-nos um e-mail.

SPEAKER_00

Cada-te, deixa-te ir a noite que caiu. Amareci uma estrela brilha, escuridão, o vento frio. Um mar e a sua canção.

SPEAKER_01

Capitão Solitão: Um diário de porto em podcast. Olá a todos. O meu nome é David Arroz e sejam muito bem-vindos ao quarto episódio de Capitão Solidão Podcast, um programa gravado num velho farol imaginário. Tens de ser rápido, Capitão, que eu estou aqui a gravar o episódio. Ah, começaste a gravar. Boa, boa! Quero dizer, desculpa ter interrompido, mas. Sem problema. Olha, diz-me, mexeste o meu livro, Monstros e Criaturas da Ilha de Tanta Combinasse? Não. É que eu não encontrei lado nenhum. Acho que da última vez que o vi estava na primeira parteleira do móvel do casebre. És capaz de ter razão. É que eu tenho que verificar uma coisa. Olha, queres um chá? Ou tu sabes? É que eu tenho a impressão de ter visto um abelho croquis. Junto que era o tamanho da palma da minha mão. Uma única ferroada e. Oh capitão, agora que peço desculpa por interromper, mas realismo mágico a uma hora desta. Realismo mágico. Aqueles lugares te estão a inventar, é? Então o que dizer o tamanho daqueles tentáculos que ambos vimos com os olhos que até errado comer. Sim, foi estado. É que me falta dizeres agora que tudo não passou de uma alucinação provocada pelo chá de carmamon que ambos bebemos para controlar a pressão arterial, não? Tem juízo, homem. Para que provar que existe, vou buscar a rede das borletas e se apanhar um, entro por aqui adentro derrompante para que o vejas. Isso seria algo inesquecível. E vai ser, e vai ser. Bom, vão indo enquanto a maré está baixa e a visibilidade perfeita. Quero olhar bem para a tua cara quando ouvires. Vou levar o farol e o aranha-céus. Farol aranha-céus? Olha, estava mesmo aqui. Bom, venho. Até já, capitão. E boa sorte. Sorte! Até logo! Até logo! Até logo! E vai ele confiante, leve, solto, parece um papagaio de papel ao vento. Gostava de ter a sua imaginação, é um facto. Gostava de ter metade o seu otimismo. Na verdade, vi muita coisa incrível por aqui, mas nenhum abelho croquis. Adiante. Maio acabou, mas abriu-nos as janelas e escancarou as portas a um calor que encostou Primavera um canto. Acho que lhe pediu mesmo para voltar para o ano. Eu acho mal. Acho mal porque sinto cada vez mais que o Primavera começa a perder alguma força. E isso deixa-me inquieto, apreensivo. Na verdade, podia queixar-me de alergia ao Pollon, Renita alérgica ou ao febre dos fenos. Vai tudo dar ao mesmo. Posso até dizer-vos que hoje, assim que pus um fora de casa, foram pelo menos 7 espirros de seguida e uma choradeira digna de um ator de cinema. Olhos lacrimejantes como se estivesse a chorar desalmadamente e sem razão aparente. Mas independentemente de tudo isto, adoro a primavera. Eu não sei quanto a vocês. por casa, junho é o mês dos aniversários. Tudo isto é fantástico, atenção, a conta bancária é que fica ligeiramente vazia. Mas o problema não está aqui. É que desta vez decidimos fazer uma viagem que envolve andar de avião. E se não sabem ficam a saber, eu sofro de aerofobia. Assim sendo, sempre que se fala em andar de avião, começo automaticamente a levantar voo, mas é rumo à ansiedade e ao medo. Tudo isto porque sei que durante o voo nada posso controlar. Eu temo sempre minutos infernais de por descontrole se algo errado acontecer. uma impotência que eu até prefiro nem aprofundar muito. É porque os filmes, as séries e as notícias vão se encarregando de me dar esse vislumbre que vou tentando ignorar. Se não viajar de avião, até que é tranquilo. But devem calcular, se tiver uma viagem marcada num curto espaço de tempo, é bom que não veja nada. Mas agora ainda tenho que dizer mais forte. É que eu tenho que ser capaz de mostrar aos meus filhos que está tudo sob control e que este é o transporte mais seguro do mundo. Eu posso até concordar, mas prefiro andar com os pés bem acentes na terra. E sim, fiz mais de 20 voos e esta sensação não consegue diminuir, não consegue desaparecer. Fico tenso, com o corpo alagado em suor, parece que estou numa realidade paralela. Ah, é verdade. Tomo medicação e não sinto absolutamente nada. Agora imaginem se não tomasse. E nestes momentos não meditação nem mindfulness que me salve. Quando me perguntam de que gosto mais de aterrar do que levantar voo, talvez porque sinta que a viagem está a escassos minutos de ficar concluída. E quando saio do avião, ah, é sim é um bom momento. É uma espécie de dever cumprido, sabem? Ou missão concluída com sucesso sem que tenha feito absolutamente nada a não ser estrovar e ser unicamente um peso morto. Assim que saio do avião sei que vou ter seis dias sem pensar mais neste assunto, mas depois ao regresso. E o regresso normalmente é feito pelo mesmo meio de transporte, o avião. Por isso, um dia antes de virmos embora, sei que as férias não são férias. A magia desaparece logo ao final da manhã e os monstros vão saindo dos seus esconderis para mim quietar. É que não falha. Parece um relógio suíço. Enfim, nada me consegue quietar. E eu que tive dois colegas de banda comissários de bordo, com milhares de voos realizados, situações caricatas ultrapassadas e mesmo assim, depois de todas essas histórias, depois me tentarem convencer horas e horas a fio, não consigo tranquilizar-me. E vocês fazem parte do clube Pés Bem Assentos na Terra? Ou da equipa apertem os cintos, vamos descolar! E sim, ficam desde a saber que, mesmo de carro, fujo de tudo o que é placa que liga a aeroporto. Ultimamente, com assinalável regularidade, dou por mim a pensar que falte mais e oice de menos. E que me repito muitas vezes. Isto a falar com amigos, com familiares, com conhecidos, em lazer, no trabalho. Eu penso nisto com muita frequência. Antes de ir para qualquer sítio, dou por mim a pensar. Hei! Estás aí? Estás aí? Certeza? Bom, vamos a isto. Hoje tenta controlar esse impulso. É por essa razão que tens dois ouvidos e uma boca, para que possas ouvir e falar muito menos. Dica de apreciar ou ouvir a outra parte com leveza e atenção genuína. Não queiras apenas ter tempo de antena. Se é tu a antena. Deixa de ser enfadou nem e repetitivo. Tu sabes bem, tu sabes bem. Não queiras ser o foco. Não estás no palco. Aprecia e vais ver que te vais sentir bem melhor. Brincadeiras à parte é mais ou menos com estas palavras que a minha consciência, o meu interior, decide ajudar-me. No entanto, estes conselhos parece que não ressoam por muito tempo. Assim que começo a ganhar mais confiança, esqueça-me logo da reunião que estive segundos atrás com a minha voz interior. E parte para a desgraça. Eu até vejo esse seu interior a abanar a cabeça em sinal de desaprovação e desespero, mas nessa altura não quero saber. Eu fecho a porta e vou para a festa, sabendo que no dia seguinte, sim, surge um desconforto gigante por considerar que falhei, que invadi espaços de alheios e que fui demasiado intenso. Infelizmente tenho plena consciência desta falha, mas temem ignorar esta voz, é que. eu penso mesmo nisto. É um defeito. Vejo-me sempre com três bocas e apenas um ouvido, e este ouvido é meio surdo. O que será que me impede de chegar ao meio de ter-me sem esforço? É que é difícil de perceber estas batalhas interiores que travamos connosco próprios, não é? Sabendo que a desilusão e a tristeza não tardam em pedir a conta. Ter esta noção não é mau, porque esta minha voz interior vai me permitindo de dia para dia escutar com mais atenção não quem me rodeia, mas também a mim próprio, e poder melhorar, nem que seja por breves segundos, e ter consciência que posso aperfeiçoar estas inseguranças e indelicadezas é um princípio de qualquer coisa. É um caminho e estou disposto a segui-lo. Depois de me ouvirem falar durante tanto tempo sobre temas entediantes e uma espécie de filosofia barata, nem sei se trago este assunto para aqui. Mas não falar sobre ele. Eu dei por mim, do nada, completamente apaixonado por aspirar a casa. É que, enquanto alguns descobriram durante o último inverno a magia milagrosa de um desumidificador, eu dei por mim fascinado com o aspirador vertical. Tudo isto pela facilidade que é aspirar, limpar o depósito, arrumar e carregar o aspirador. Parece que estou a fazer publicidade, mas é pura verdade. Se me custa horrores levar a louça, para aspirar até me podem acordar a meio de um sonho fantástico que eu não reclamo. Juro, é que dou para mim a aspirar duas vezes ao dia. Bem, eu tenho como desculpa a Amy. É que podem ter a certeza que, se falharmos aspirar um dia que seja, até o miúpo os pelos. Mas para mim, aspirar deixou de ser um problema. Agora não tenho puxar o aspirador com um ar irritado, mudar 3 ou 4 vezes de tomada durante todo o processo de limpeza ou até mudar o saco. Tudo simples, rápido e agradável. Eu dou por mim a meditar enquanto discute esta tarefa. Este aspirador até tem um detector de poeir que aumenta a intensidade automaticamente e uma luz diótica que faz com que até prefira aspirar às escuras, vejam bem. Sou eu quem está louco ou aspirar está mesmo mais divertido.

SPEAKER_00

Nas margens deste livro nasceu uma ponte: livros, livros e mais livros.

SPEAKER_01

Para este episódio vou tirar dois livros da prateleira e começo por falar de um livro de uma escritora e jornalista sul-americana nascida em Buenos Aires em 1973 and faz parte do designado de escritores conhecidos como Nova Narrativa Argentina. The livro a que me refiro chama-se A Nossa Parte da Noite, and a escritora Mariana Henriquez. Dela tive prazer de ler os livros de contos, As Coisas que Perdemos no Fogo and Um Lugar Luminoso para a Gente Sombria. Quando comprei não sabia o que esperar, but assim que mergulhei na leitura deste livro, senti que tinha encontrado um diamante literário. Tem uma fusão entre o fantástico, o sobrenatural, and alguma violência à mistura ofrece a ditadura militar argentina. O ambiente is totally sombrio, but Marianne Enriquez escreve stories combat with a descritive and sombrio matiz poétique. It's um mergulho no obscuro, no enigmático, no fantástico, but in terrenos sólidos e reais. Fiquei deslumbrado with algumas partes específicas who foram muito visuais ando sem as querer guardar, but sem as poder esquecer. And está descrito na sinopse da contracapa desta edição de 2020 da Cat Sal. As suas personagens atravessam mundos e submundos. Os temas universais da família, do poder e da eternidade cruzam-se com os de sociedades secretas e seres secretos que procuram redefinir a vida e a morte. O terror sobrenatural entrecruza-se com os terrores reais - um romance total e deslumbrante que consagra Mariana Henriquez como uma escritora fundamental das letras latino-americanas do século XXI. O segundo livro deste episódio é Stoner, do autor, editor e professor americano John Williams, cuja obra passou quase despercebida do grande público uma vez que Stoner foi escrito em 1965 e apenas se transformou num sucesso literário a partir dos anos 2000, mais concretamente 2013-2014. Isso porque na Europa acabou traduzido por uma escritora and professora francesa Ana Gavalda, que traduziu este romance, and também por ter sido eleito o melhor livro do ano da livraria britânica Water Stones. A edição portuguesa ficou a cargo de Don Quixote in 2014 and a tradução por Tania Gane. De referir também que, apesar de Stoner ser a obra de maior relevância escrita por Williams, foi com Augustus, lançado em 1972, que este escritor recebeu o National Book Award, dos Estados Unidos da América, para os melhores livros escritos por cidadãos norte-americanos. Neste livro, talvez com ligeiros traços autobiográficos, digo eu, pelo menos no ambiente académico e pela paixão literária, acompanhamos Stoner, um professor de literatura em todo o seu percurso de vida. The livro é lento, pelo menos assim, but de leitura acessível. De tone constante, monocórdico, and in many amargo and triste, posso dizer que fui surpreendido in quatro encruzelhadas orgulhos de viragem pelas options that the personage principal tomorrow. Goste of this story for it a certain silêncious, a caminhouse pausado, pensado and bastard profund. É verdade that the caminhoin that nos is dado a descobrir não é fácil, and apesar do livro ser curto, exige de uma certa lentidão, porque com essa lentidão, com esse tempo, conseguimos encontrar a beleza deste romance de John Williams. Quero dizer-vos também que no sexto episódio, para além de vos falar de outras obras que li recentemente, vou dizer-vos qual a minha editora portuguesa favorita e as razões para essa mesma escolha, entre outras das quais tenho plena confiança pelas obras editadas ao longo dos anos. Ah, e não se esqueçam, a Feira do Livro de Lisboa vai estar até o dia 14 de junho. Boas compras e boas leituras. Albuns que não podem ficar esquecidos na estante. Eis as minhas escolhas.

SPEAKER_00

Encontrei! É capitão!

SPEAKER_01

Aqui está! Não me digas que encontraste o abelhocroquis. O abalho croquis. E achas tu que tenhas? Eu nem saltar consigo. Isso é rápido mais para mim, rapaz. Eu sinto-me envelhecer, sabes? Acredito. Encontrei o livro. O livro que te falei e que estava à procura de monstros e criaturas da ilha de tanta comunidade. Alguma vez leste isto? E sabes onde é que eu o encontrei? Sabes? Sabes onde eu encontrei? No banco exterior. Aquilo que fizemos perto da falésia. Sim, sei. Não sei como é que ele sobreviveu fora. Ah, eu trago-o sempre embrulhado num saco de plástico e enrolado num pequeno pano. Ah, boa ideia. E tenho muita estima por este livro. Acredito. Quando quiseres, eu estou pronto para gravar frases profundas de caráter inútil. Filosofia barata! Sabes como é? Sei sim, senhor. Deixa-me gravar aqui esta parte e o espaço depois é todo teu. Agradeço-te. Olha, enquanto gravas isso vou ali mudar a iluminar ele do farol, parece que ali alguma coisa que não está bem. Claro que sim, capitão. Bom, e ainda não foi desta que o capitão me conseguiu surpreender com uma espécie rara. Estava eu a dizer que neste segmento vou falar sobre música e álbuns que não podem ficar esquecidos na estante. E eis as Minhas Escolhas. Desde-vos com três álbuns, pelos quais tenho um carinho muito grande, e que me deram muito. Um deles é de uma banda portuguesa. O primeiro disco de que vos vou falar é Clarity, Jimmy World, American of Arizona, formado initial 90. Considerado formas o disco mais important of Gimmick World, it was an album apaixoned longer a particular scooter. Much. Foi an album trabalhoso, difficile, and bastante intrincado. Posso dizer-vos que não deu o que esperava, because the prime time Jimmy the World was with the album Bleed American. This difference for me, in my prime, was a shock and a desillus. I was habitual to a melody more compacted, melodic and direct, sending Clarity the function of this university that vemos encontrar no sucessor, Bleed American. Clarity é um disco that precisa de respirar, de ser consumido com o tempo andar. É preciso criar um espaço para o receber e é obrigatório que não se exija ou se apresse. E temas como Table for Glasses, Lucky Denverment, Your New Aesthetic, Belief in What You Want, A Sunday Crush. For me, this is Heaven. Clarity e Goodbye Sky Harbor continuam a reverberar na minha alma e no meu coração. Lançado em 1999 pela Capitol Records, Clarity é um tesouro sem fundo. Isto porque, por vezes, os discos mais difíceis são aqueles pelos quais nos apaixonamos para sempre. Outro disco que me transporta para um ambiente exclusivo e único é Evan Hearth do saxofonista norte-americano Kamasi Washington. É um disco com 2 horas e meia andre inúmeras portas para inúmeros mundos, and this is fantastic. Sinto este álbum como uma viagem de sons, um mosaico with inúmeras intensidades, padrões anda espirituality. Kamasi guia nos esforço para observarmos in a local the aparecimento of a new mind which, as you can't, and intenso, transcendent, with an ambience futurista and épic, and with a confluência of various sonoridades that is inacreditable. Foi a partir of Evan and Earth in 2018 that a minha viagem pelo University of Kamasi Washington começou. É intenso, belo, feito dois tempos, porque sempre senti que a voz de Vasco Ramos é quem define e imprime a velocidade e a intensidade deste álbum. É neste contraste, difícil de explicar, mas muito fácil de intuir, que encontrei uma fórmula original que me deixou, desde o primeiro dia, desfeito e rendido. Das letras sombrias e cortantes nasce uma esperança que sobrevive a todas as adversidades, anda esperança uma luz que nos diz que este é o verdadeiro tempo para um cessar fogo. Temas como The Hollow, Everyone, Everywhere, Everything Hands, Memories and Addictions, Red River Murder, My Lonely Grave, From Hell e Ceasefire são canções com um poder e uma intensidade difícil de explicar. The Hollow, dos portugueses More Than a Thousand, é um álbum que deve estar nos melhores discos da história da música portuguesa. Uma obra prima um disco inigualável e muito à frente do seu tempo. Obrigado More Than a Thousand por este disco e no próximo episódio mais um mergulho na música. Pensamentos de solidão, o capitão. Será ficção escrever um romance a partir de uma sopa de letras? Seremos nós peças de damas num jogo de xadrez? Ou meros espiões no mundo sem passadeiras? Se enfiarmos a cabeça na areia com uma avestruz, morremos por asfixia ou por ignorância? Para onde vai o que limpamos com um tanto afinco? E de onde vem esse que se instala sem piedade nas nossas prateleiras? Será o mesmo? Prefiro sempre doses intermináveis de filosofia barata, uma vez que estou sem saldo na minha conta bancária. E quem fala demais? Pouco acerta ou acerta sempre porque fala demais? E assim é. Chegámos ao fim de mais um episódio e vos posso agradecer por terem permanecido ao meu lado até ao fim. Dizer-vos também que o meu próximo convidado se encontra a caminho do farol para uma conversa que espero que seja bonita, agradável e interessante. Por isso espero ver-vos no próximo episódio e até lá.

SPEAKER_00

Até lá, sereias e marujos.

Podcasts we love

Check out these other fine podcasts recommended by us, not an algorithm.

Eixo do Mal Artwork

Eixo do Mal

SIC Notícias
isso não se diz Artwork

isso não se diz

Bruno Nogueira
Assim Vamos Ter de Falar de Outra Maneira Artwork

Assim Vamos Ter de Falar de Outra Maneira

Ricardo Araújo Pereira, Miguel Góis, José Diogo Quintela
Humor à Primeira Vista Artwork

Humor à Primeira Vista

Gustavo Carvalho
watch.tm Artwork

watch.tm

Pedro Teixeira da Mota
Falsos Lentos Artwork

Falsos Lentos

bwinPortugal
Ar livre Artwork

Ar livre

Salvador